Wednesday, April 06, 2005
Noturno
E de repente ela estava ali sozinha. Perdida nos seus pensamentos.
Não havia mesmo ninguém a sua volta; a porta estava fechada.
Era quase como se conseguisse sair do seu corpo e olhar pra sua vida.
Mas não estava disposta a fazer nenhum julgamento de valor. Só queria ver, observar, absorver tudo o que tinha, e se aperceber daquilo que estava abrindo mão.
Não era hora ainda de tentar descobrir se as escolhas estavam sendo boas, se estava mesmo feliz. Porque, havia já alguns dias, estava em dúvida sobre o real significado de felicidade...
Era ter o que ser quer, ou querer o que se tem?
Era sentir paixão, ou era sorte de um sabor de fruta mordida?
Era brincar e apostar no risco, ou era a suavidade de um dia tranquilo ?
Já não sabia mais...
Sem isso, não havia como tentar julgar. Sem intenção de julgar, só olhava.
E no meio do olhar perdido, seus pensamentos se perderam no escuro da noite.
E ela dormiu.
Não havia mesmo ninguém a sua volta; a porta estava fechada.
Era quase como se conseguisse sair do seu corpo e olhar pra sua vida.
Mas não estava disposta a fazer nenhum julgamento de valor. Só queria ver, observar, absorver tudo o que tinha, e se aperceber daquilo que estava abrindo mão.
Não era hora ainda de tentar descobrir se as escolhas estavam sendo boas, se estava mesmo feliz. Porque, havia já alguns dias, estava em dúvida sobre o real significado de felicidade...
Era ter o que ser quer, ou querer o que se tem?
Era sentir paixão, ou era sorte de um sabor de fruta mordida?
Era brincar e apostar no risco, ou era a suavidade de um dia tranquilo ?
Já não sabia mais...
Sem isso, não havia como tentar julgar. Sem intenção de julgar, só olhava.
E no meio do olhar perdido, seus pensamentos se perderam no escuro da noite.
E ela dormiu.