Monday, September 12, 2005
Quase
Era quase uma dor física.
Sentia dilacerado o peito. Como se realmente alguém tivesse arrancado seu coração dali.
Chegava a sentir o frio do espaço aberto. O vento do oco.
Era como se sua vida tivesse esvaziado. Vida vazia de sentido, vazia de direção, quase vazia de motivação - não fosse a teimosia de continuar respirando, continuar andando, continuar falando, continuar trabalhando, continuar tocando a vida como se nada estivesse acontecendo.
Mas esta era a verdade nua e crua: nada estava acontecendo.
Era a ausência.
Isso era o que doía.
Mas não era ausência de tudo e de todos. Afinal, tudo estava ali e quase todos estavam ali.
Quase todos.
Só faltava uma única pessoa.
Aquela que naquele momento representava tudo.
Sentia dilacerado o peito. Como se realmente alguém tivesse arrancado seu coração dali.
Chegava a sentir o frio do espaço aberto. O vento do oco.
Era como se sua vida tivesse esvaziado. Vida vazia de sentido, vazia de direção, quase vazia de motivação - não fosse a teimosia de continuar respirando, continuar andando, continuar falando, continuar trabalhando, continuar tocando a vida como se nada estivesse acontecendo.
Mas esta era a verdade nua e crua: nada estava acontecendo.
Era a ausência.
Isso era o que doía.
Mas não era ausência de tudo e de todos. Afinal, tudo estava ali e quase todos estavam ali.
Quase todos.
Só faltava uma única pessoa.
Aquela que naquele momento representava tudo.